domingo, 17 de junho de 2012

Metade

Como posso ser tão imcompleta? como minhas mãos podem ser tão atrapalhadas e meus planos serem os mais frustradas? ainda não encontrei no que posso ser boa o suficiente, sou metade em tudo, sou metade em minha sabedoria medilcre, sou metade em minhas canções inacabadas, em meus textos melancolicos, sou metade em meus desenhos tortos, em minhas poucas habilidades, em meu andar torto, em minha fala desconcertada, em meus estudos entediantes, em meu coração solitário, em minha pessima capacidade de organização, em minhas criatividades baratas, em minhas vontades egoistas, em meus medos inexistentes, como sou incompleta, como sou medilcre em todos os aspectos da minha vida mesquinha. Só Tu senhor, pode me completar, e eu clamo com tudo que tenho, mesmo não tendo quase nada, me perdooa senhor não sou boa o bastante, e sozinha eu só chego no meio do caminho, me completa, transborda, transborda em mim.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Principe encantado


Nesta terça feira cinzenta onde nem os pombinhos se animam sair e fazer caquinhas, há muitos a ver estrelas, eu apenas quero uma cadeira um cobertor, um cappuccino, um bom livro e muita chuva lá fora, acho que minhas atitudes já estão cheias de coisas brilhantes e por enquanto é isso, eu espero pacientemente o verão chegar, e escrevo cartas de amor para primavera, ela sempre me faz espirar, mas é tão linda, me faz cantar e cantar. Enquanto você não chega com seu cavalo branco me trazendo rosas azuis, as noites de solitude me fazem cantar, mas ainda há muita agua pra rolar até você me encontrar neste fim de mundo, quando você chegar, eu vou cantar e sorrir nos longos dias de sol, não faltarão oportunidades, serão previas de noites estreladas e manhãs preguiçosas sem café da manhã, por enquanto há muita agua pra rolar, eu sei, enquanto você não chega, me de noites de solidão para pensar, elas me inspiram a fazer canções, eu espero a hora, mas não me preocupo, pois há ainda muita agua pra rolar, apenas isso.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

As mãos de meus Avós


Mãos frigidas, enrugadas, cabos de inchada, tanques e tanques, maquinas de costura, mão fortes, sofridas, mãos que acariciam timidamente, mãos que repreendem, mãos que não se cansam de buscar o pão, copos de cachaça, xicaras de café, fumos de palha,  vinhas e vinhas, mãos que acariciam o cachorro, que lavam as janelas, que amassam o pão e debulham o milho, mãos que usam martelos, mãos que cuidadosamente brincam com formão, mãos que consertão, que fazem rendas, mãos que protegem, mãos omissas, encabuladas, desajeitadas, mãos que plantam, mãos que colhem, que podam as rosas, mãos que enceram o chão, mão que limpam o rosto do choro, mãos que escondem a dor, a decepção, mãos, belas mãos.  Mãos cansadas, vividas, mãos solitárias, mãos.



*homenagem a estes que me ensinaram tanto, com suas mãos.